Ao abordarmos este tema, tivemos a preocupação de falarmos de maneira mais clara e simples possível, por sabermos que neste conteúdo está a chave para a paz, mas poucos conseguem encontrar e quando encontram há dificuldades em exemplificar.
Sabemos que todos os seres, conscientes ou inconscientes buscam este intento, a sua reforma intima, o aperfeiçoamento de suas ações, o dominio de seus sentimentos. Mas como conseguir algo que não se sabe como começar? Ou como ter iniciativa para esta transformação se o ser encontra-se perdido em si mesmo?
Filhos queridos de Umbanda, vamos passo a passo entender o proceder desta caminhada, que depende do esforço e da boa vontade no crescimento próprio de cada um
Conscientes que a transformação do espírito é eterna, vamos começar por deixar claro que cada um tem a sua maneira e o seu estágio de mudanças, não podendo se exigir demais nem estacionar em demasia.
O primeiro passo é se predispor ao bem, é iniciar a luta contra as impulsividades interiores. Quando o espírito, cansado do sofrimento, busca o auxilio divino para sua reforma intima, começa uma nova etapa: a da remissão dos erros e do esforço constante para combater as suas imperfeições; ou melhor, o esforço à sua autodisciplina. Após essa fase, o ser gradativamente vai despertando para um mundo maior, não é mais o pequeno castelo de egocentrismo, mas sim uma imensidão de leis que regem naturalmente, conduzindo-o para o crescimento. Este despertar permite que o ser começe a se interessar em descobrir algo que até o momento era desconhecido, pois a mente estava adormecida nos próprios interesses.
Neste estágio, se inicia a expansão da consciência a redescobrir um mundo interno e externo cheio de misericórdia, fraternidade e oportunidades de evolução, pois só existe transformação se houver o conhecimento de tudo, começando de si mesmo, e neste momento a fé, o estudo e a caridade será o alicerce que auxiliará este encontro.
Quando iniciamos este conhecimento próprio, nos deparamos frente a frente com todas as nossas personalidades, as boas e as que necessitam ser trabalhadas, as culpas, os remorsos, as angustias, os vazios, a melancolia, e todo e qualquer sentimento que ficou reprimido do momento estante que começou a se perder em si mesmo; por isso é que dizemos que é preciso muita coragem e esforço próprio para trilhar este caminho, pois é nele que conhecerás as tuas virtudes ja conquistadas e as suas sombras que só transformará em luz se conseguir a vontade verdadeira da evolução.
Neste momento, deve se alertar para evitarem a autopunição, começando a vos censurarem. Aceitar a si mesmo é também aceitar os vossos erros trabalhando para inverter suas ações, projetando luz em seus vicios, não querendo nega-los ou retira-los bruscamente como se fosse algo que não lhes pertencesse. Reconhecer-se é o primeiro passo, aceitar-se é o segundo, e trabalhar para vos transformar é o vosso objetivo.
No instante que o ser se predispõe a sua reforma, deve começa-la compreendendo que o trabalho ao próximo, o esforço, a transformação, e a aceitação no aprendizado da vida já é a sua correção, pois o caminho da submissão às leis divinas e do retorno ao criado são árduas, e a culpa e a punição não vos auxiliarão.
Acreditem em Deus em sua onipotência, a justiça divina não castiga ninguém; nós é que nos castigamos com nossos próprios erros e os remorsos. Após este estudo, esta preta velha que vos fala tem a certeza que as luzes divinas clarearão as vossas mentes, e os vossos esforços pelos pesos e amarras da culpa não mais os estacionarás, pois o conhecimento vos trás a libertação.
Amém. Perdoem, trabalhem, e as leis divinas naturalmente vos direcionarão às renovações dos laços afetivos e a remissão com todos que necessitarem, pois é da vontade do Criador que todos conhecam o amor e unifiquem para o retorno à casa do Pai.
Que a luz divina clareie os vossos caminhos para a busca da própria evolução.
Que Assim Seja.



