segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sugestão - Reflexão



...Fiquem em Paz...




Autoconhecimento



Observamos a maioria da massa humana na atualidade, vivendo e agindo inconscientemente como marionetes manobradas por instintos, sem saber nada a respeito do porquê das coisas, sem compreender as reações e as consequências dos próprios atos, raramente se interessa e prefere em primeiro lugar agir para depois compreender. Mas esquecem que a função encarnatória do ser é encontrar a si mesmo; é o retorno a casa do pai, e cada oportunidade da vida na matéria é uma dádiva sublime a este objetivo.

Passam-se séculos, milênios, e o ser se encontra perdido em si, procurando caminhos , pessoas, respostas prontas, mas não param para buscar o caminho do seu interior, para fazer as perguntas a si, e enxergar que só o seu eu, poderá dar-te as respostas, suprir os seus vazios, reconstituir a sua auto estima e lhe ensinar a lhe amar, amando a vida.
 
 

 
Para iniciarmos este primeiro passo da vossa libertação, ou melhor, do vosso conhecimento, necessita-se assimilar que o ser é uma junção das personalidades formadas pelas diversas encarnações, e em cada oportunidade da vida na matéria, afloram aquelas que necessitam serem moldadas, e as que são para nós o sustentáculo e o alicerce para o nosso reajuste.

O interesse de conhecer os próprios traços da personalidade, é o caminho do autoconhecimento pela consciência, sabendo que foram constituídos no pretérito; mas tanto o pretérito como o presente necessitam continuar se desenvolvendo, e este desenvolver está em conseguir enxergar os traços que necessitam ser transformados ou projetados à luz.
 
 

 
Avaliar os nossos sentimentos recalcados, oprimidos, censurados, extravasados, é entender e aceitar que o passado está no presente, que ninguém apaga o que foi, mas sim que continua numa nova oportunidade para desenvolver os seus bloqueios, ou melhor, as suas sombras interiores; e quanto mais omitirem as vossas dores, maior será a distância de vós mesmos, demonstrando a fraqueza moral para enfrentarem as próprias imperfeições, e só podemos resolver os problemas quando conseguimos encherga-los de frente e encontrar as soluções.

O indivíduo nasce já feito com uma personalidade sua existente, as qualidades que cada um leva consigo representam os instrumentos com os quais terá que realizar o trabalho de sua nova vida na transformação de suas imperfeições.
 
 
 
Estudar a personalidade é descobrir quais são os pontos fracos de positividade, por ter o ser trabalhado averso, a favor da negatividade. Após descobrir quais os pontos invertidos, é só injetoar positividade e o ser direciona os seus caminhos à direção da vontade da lei. Mas para isso deve canalizar as suas forças para atingir o maior resultado sabendo dirigir as nossas próprias escolhas ao melhor caminho, e não ao caminho em que queremos satisfazer nossas sensações egocêntricas. Estudaremos alguns conceitos para auxiliar o entendimento deste tema.

PERSONALIDADE: Caráter essencial exclusivo de uma pessoa que é a junção dos traços da individualidade que foram constituídas pelas suas vivências, mas que podem ser transformadas em cada encarnação.

TRAÇOS DA PERSONALIDADE: São as capacidades próprias de cada indivíduo; são as diferenças funcionais

EU: Individualidade do ser, a sua própria essência, seu encontro, sua sabedoria interior, a junção de suas personalidades

PERSONAS: Máscaras constituídas para que a pessoa seja aceita em padrões sociais, são os procedimentos superficiais que o ser adquire afastando de suas próprias características.
 
 

 
Vamos avaliar os 3 tipos humanos para melhor nos auxiliar o entendimento da nossa personalidade e de nossas características próprias, quando chegamos ao estudo das capacidades individuais.

O primeiro tipo humano é o involuído ou selvagem, que conhece apenas a defesa de si mesmo não importando se precisa retificar o que é alheio para obter o seu intento. O segundo é o tipo humano civilizado, os que vivem em sociedade administrativa, organiza e concebe a defesa da família do estado, mas tudo faz para seu próprio benefício, não se privando de nada pelo seu próximo, sempre querendo impor direitos e deveres. O terceiro é o evoluído, este superou o egoísmo individual do primeiro tipo , o egocentrismo coletivo do segundo, espiritualizando-se completamente; desprendido dos bens materiais, administrando-os apenas porque percebe ser necessário empregar luz somente como instrumento de trabalho para a obtenção de objetivos que vivem conforme a justiça, e não aceita bens de acordo com a necessidade do seu trabalho, obtendo uma qualidade de vida compatível à suas condições, por conhecer o mérito, passando a ser um servidor da espiritualidade aos mais necessitados.
 
 

 
Capacidades individuais: São os traços da personalidade que cada ser constitui nas suas diversas vivências e necessitam ser avaliadas sem censuras, pois esta junção é que forma o ser e permite o autoconhecimento. Refletir e estudar com sinceridade cada traço dentro de vossa individualidade é a primeira ação para se encontrar.

Deixaremos alguns traços para reflexão, que possam ser complementados pelo esforço de cada um.

Tolerante - reflexivo - meigo - intolerante - sensato - paciente - agressivo - passivo - honesto - impaciente - disciplinado - invejoso - astuto - impulsivo - indisciplinado - interesseiro - falso - indulgente - responsável - agoista - dócil - irresponsável - materialista - preguiçoso - corajoso - medroso - covarde - maquiavélico - sereno - ponderado - misericordioso - resignado - etc... Lembramos que todo sentimento tem sua dualidade pois habitamos em um universo dual, onde só as leis divinas são imutáveis.
 
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sugestão - Relaxamento



...Fiquem em Paz...




A Formação do Ser

O homem é formado por 3 partes essenciais:


O CORPO FÍSICO 


 - Ser material constituído do mesmo princípio vital de todos os seres orgânicos (plantas, animais e o homem). Reflete os efeitos dos estados de equilíbrio e/ou desequilíbrio energético das estruturas físicas e espirituais, receptor das energias telúricas (energias emanadas pelo ser vivo "terra".. o planeta em sua totalidade de composições), solares e espirituais, sendo o abrigo físico para o ser imortal encarnado.



DUPLO ETÉRICO 


 - Corpo intermediário entre o perispírito e o corpo físico, promove o contato energético entre os dois corpos através dos chacras ou centro de forças. É através dos chacras localizados no duplo etérico que é feito a reciclagem de energias nos sentidos corpo físico x perispírito - e perispirito x corpo físico.


PERISPIRITO


 - Se localiza na aura espiritual, através e acima do corpo físico, sendo semimaterial de ligação entre os corpos astral e físico. Tem a função de purificar e remeter energias ao corpo através dos chacras e é responsável pelo equilíbrio e espiritual do ser.



ESPÍRITO


 - Princípio inteligente do universo. Queremos deixar claro que o espírito é sempre responsável pelo seu corpo astral, e por todo campo de energia que o envolve, chamado aura magnética. Este campo energético tem a função de defender e alimentar energeticamente os corpos, e para que estas forças estejam unificadas é necessário que o ser mantenha o equilíbrio pela sua conduta, obtendo bons pensamentos e sentimentos, pois são as nossas vibrações que fortalecem a nossa aura magnética e mantém os nossos corpos.




Os espíritos que encarnam com a tarefa de serem médiuns de umbanda, são preparados com maior carga energética em seus chácras, para auxilia-los na defesa das constantes cargas densas dos espíritos em sofrimentos do astral inferior, mas têm o dever de manter em equilíbrio em toda sua encarnação este campo energético, para também obterem o sucesso em suas tarefas encarnatórias. 



OS PRINCIPAIS CHACRAS


Os chacras são o centro de forças de suma importância ao processo alimentador energético, podendo também serem chamados de órgãos espirituais, são uma espécie de aparelho de captação e expulsão de energia em forma de pequenas rodas, de um diâmetro de 5 a 6 centímetros, tendo cada um a sua específica função, sendo eles:


CHACRA CORONÁRIO


 - Situado no alto da cabeça, é o chacra mais importante, pois é por ele que se capta as energias espirituais, sendo o elo entre a mente espiritual e o cérebro físico. Está ligado ao orixá Oxalá (Deus, O Criador), e sua coloração é branca, com radiações azuladas.


CHACRA FRONTAL


 - Situado na fronte entre os olhos, atua diretamente junto com o/no raciocínio e a/na visão, responsável pela vidência, audiência e intuição no campo da mediunidade. Através dele emitimos nossa energia mental, está ligada ao orixá Iemanjá, e sua cor é amarelo. 


CHACRA LARÍNGEO


 - Situa-se na altura da garganta, sendo responsável pela área de fonação (garganta e cordas vocais) e vias respiratórias (boca, nariz, traquéia e pulmões), por este canal o espírito transmite mensagens psicosofônicas. Esta ligado ao orixá Ibeji, e sua cor é azul esverdeado.


CHACRA CARDÍACO


 - Situa-se na altura do coração, a esquerda e acima, é o centro responsável pelo equilíbrio dos sentimentos e emoções, sofre influência do chacra umbilical, por ser o refletor de energias do ser encarnado. Está ligado ao orixá Xangô, e sua coloração é rosa.


CHACRA GÁSTRICO


 - Situa-se acima do umbigo, p´roximo ao estômago, e é responsável pela vitalização de todo o aparelho digestivo (estômago, esôfago, pâncreas, fígado, vesícula, intestino). É através deste chacra que o homem adquire uma sensibilidade apurada para receber emanações hostis ou vibrações harmônicas referentes ao ambiente. É o ponto de ligação fluídica dos espíritos obsessores e sofredores, ao obsediado; portanto deve merecer atenção especial nos trabalhos de desobsessão. Este chacra está ligado ao orixá Ogum e apresenta a coloração verde.


CHACRA ESPLÊNICO


- Situado na altura do baço, órgão purificador do sangue. O perfeito funcionamento deste órgão é de suma importância por ser o canal captador de energia vital, e necessita da sintonia entre corpo, perispírito, e corpo físico para que haja o equilíbrio funcional. Todos os sentimentos ilusórios que geram paixões e vícios são barreiras que impedem o seu desenvolvimento, O descontrole energético deste chacra acarreta uma falência aurica e psíquica, causando o chamado vampirismo, pelas entidades de baixas vibrações. Quando isto acontece; a aura, que tem a função de proteger contra possíveis agressões astrais em formas de germes; torna-se vulnerável, e os seres que se aproveitam desta vulnerabilidade, propiciam doenças (mentais e físicas) pelo desgaste ou perda da energia vital. Há pessoas que não conseguem (re)produzir suas próprias partículas energéticas, por doenças físicas ou espirituais, precisando de uma reposição constante para repor suas perdas até a própria cura. Este chacra trabalha abundantemente produzindo partículas vitais (energia vital), chegando até mesmo a uma sobrecarga das forças vitais. Quando este fato ocorre, a própria aura se encarrega de descarregar o chacra em todas as direções irradiando vibrações de saúde e vigor a outras pessoas que estiverem em volta (os chamados magnetizadores, ou passistas curadores). Este chacra está ligado ao orixá Oxossie sua coloração é "rosa choque".


CHACRA GENÉSICO


 - Este chacra encontra-se na base da coluna vertebral, está ligado aos órgãos sexuais, sendo este responsável pela sua vitalidade e seu bom funcionamento. Produz estímulo ao organismo por transmitir uma grande parcela de energia ambiente, principalmente a telúrica. Atua sobre a coluna vertebral, sistema nervoso central e periférico, sendo uma usina de energia ao ser; este chacra em desajuste causa o descontrole da libido levando ao excesso sexual, passando a ser fonte de ligação das entidades com desvios eróticos, onde vampirizam determinada energia do encarnado. É ligado ao orixá Iansãe Omulu, e sua coloração é laranja.


CHACRA UMERAL


 - É responsável por toda a relação mediúnica entre o plano físico e espiritual. Localizado nas costas sobre a  parte superior do pulmão esquerdo, sua coloração é o rosa, no entanto varia com o estado espiritual da pessoa; podendo estar totalmente rosa quando a mesma estiver equilibrada ou acinzentada quando em desequilíbrio e enfraquecida.




Quando o chacra de um médium encontra-se obstruído, ele passa a ter dificuldades em receber energias positivas e sua função torna-se lenta, não conseguindo captar e distribuir as energias que mantém os corpos e o campo energético fortalecido. Esta ausência de energias alimentadoras enfraquece o ser, por bloquear a transmutação de energias entre o perispírito do corpo físico; tendo a situação por consequência, o desalinhamento dos corpos que pode causar ao indivíduo, enfermidades físicas, descontrole e fraqueza mental, impulsividade emocional, além de ficarem ligados com vibrações nocivas, se tornando instrumentos de entidades perturbadoras.


Esta reflexão traz consciência ao médium de umbanda dos cuidados que se deve ter com seu campo energético, lembrando mais uma vez que aqueles que se dedicam às searas de nossa doutrina, devem obter o constante ensejo e muito esforço para a sua reforma íntima, pois ainda está lidando com o despertar dos espíritos em conflitos interiores.


O Complexo Humano

Para o espírito habitar em um mundo onde a matéria se sobrepõe em sua forma, foi necessário formar um corpo ou veste constituída pelos fluidos latentes neste universo, e esta composição foi realizando-se pelas afinidades do espírito com estas essências.

Para o médium entender o seu campo de defesa, é preciso que tenha o conhecimento da formação deste complexo, que pela misericórdia divina, foi criado para permitir ao espírito em aprendizado o habitar neste reino universal em busca do seu processo evolutivo.

O ser não é formado apenas por este corpo de carne, mas de uma complexidade de corpos e campos de energia que deve estar/buscar se manter em equilíbrio. Para a formação deste corpo astral necessitou-se que o espírito passasse pelos diversos reinos da natureza após sua caída do reino virginal, e pelas vibrações afins, assim continuamente constituindo sua vestimenta astral.

               Iremos observar as vias de constituição dos "anjos decaídos";

- Espírito - princípio inteligente; luz
- Reino Mineral - estabilidade; sensação
- Reino Vegetal - sensibilidades
- Reino Animal - Instinto
- Reino Hominal - inteligência; estágio em que o espírito constitui o corpo astral e desperta para a consciência das leis divinas e imutáveis de Deus, tendo o verdadeiro livre arbítrio em suas ações.


domingo, 17 de novembro de 2013

Desintoxicando-se das Emoções Venenosas

           Uma pertinente reflexão inicial sobre os sentimentos, as aberturas espirituais que permitimos sobre nossa vida, e como neutraliza-las. Video de fácil acesso e didático sobre a visão do psicólogo Marco Aurélio Bilibio, que envolve temas muito trabalhados em nossa Umbanda e de intrínseca e suave conexão.


...Fiquem em Paz...


Sugestão - Relaxamento


..Fiquem em Paz..



Em estudo e reflexão - Desigualdade das Riquezas

           A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. Aliás, é uma questão matematicamente demonstrada que, supondo-se feita essa repartição, o equilíbrio seria rompido em pouco tempo, em virtude da diversidade de caracteres e aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente o necessário para viver, isso equivaleria ao aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; que, portanto, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis. Se há a concentração em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades. 

           Admitindo-se isto, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Essa é ainda uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Ao dar ao homem o livre arbítrio, quis que ele chegasse, pela sua própria experiência, a discernir o bem e o mal, de maneira que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços, da sua própria vontade. Ele não deve ser fatalmente levado a um nem ao outro, pois então seria um instrumento passivo e irresponsável como os animais. A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que permaneça improdutiva, e é por isso que incessantemente a transfere. Cada qual deve possuí-la, para exercitar-se no seu uso e provar a maneira por que o sabe fazer. Como há a impossibilidade material de que todos a possuam ao mesmo tempo, e como, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, e o melhoramento do globo sofreria com isso: cada qual a possui por sua vez. Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã. 



           Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez. A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Lamenta-se, com razão, o triste uso que algumas pessoas fazem da sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça desperta, e pergunta-se se Deus é justo, ao dar a riqueza a tais pessoas. É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos; mas, se em lugar de limitar sua vida ao presente, considerar-se o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada. A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos, quando os homens se dirigem pela lei da caridade.



Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI - Servir a Deus e a Mamon - 8



Em estudo e reflexão - Utilidade Providencial da Fortuna

           Se a riqueza tivesse de ser um obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, como se poderia inferir de certas expressões de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito? Deus, que a distribui, teria posto nas mãos de alguns um instrumento fatal de perdição, o que repugna à razão. A riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o laço que mais poderosamente liga o homem a Terra e desvia os seus pensamentos do céu. Produz tamanha vertigem, que vemos quase sempre os que passam da miséria à fortuna esquecerem-se rapidamente da sua antiga posição, bem como dos seus companheiros, dos que os ajudaram, tornando-se insensíveis, egoístas e fúteis. Mas, por tornar o caminho mais difícil, não se segue que o torne inviável, e não possa vir a ser um meio de salvação nas mãos do que a sabe utilizar, como certos venenos que restabelecem a saúde, quando empregados a propósito e com discernimento.

         Quando Jesus disse ao moço que interrogava sobre os meios de atingir a vida eterna: “Desfaze-te de todos os bens, e segue-me”, não pretendia estabelecer como princípio absoluto que cada um devia despojar-se do que possui, e que a salvação só se consegue a esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, julgava-se quite com a lei, porque havia observado certos mandamentos, e no entanto recusava à idéia de abandonar os seus bens; seu desejo de obter a vida eterna não ia até esse sacrifício. 




           A proposição que Jesus lhe fazia era uma prova decisiva, para por às claras o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um padrão de homem honesto, segundo o mundo, não prejudicar a ninguém, não maldizer o próximo, não ser frívolo, nem orgulhoso, honrar ao pai e a mãe. Mas não tinha a verdadeira caridade, pois a sua virtude não chegava até à abnegação. Eis o que Jesus quis demonstrar. Era uma aplicação do princípio: Fora da caridade não há salvação. 

           A conseqüência daquelas palavras, tomadas na sua mais rigorosa acepção, seria a abolição da fortuna, como prejudicial à felicidade futura e como fonte de incontáveis males terrenos; e isso seria também a condenação do trabalho, que a pode proporcionar. Conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem, e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é uma lei de Deus. 

           Se a riqueza é a fonte de muitos males, se excita tantas más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos ater-nos, mas o homem que dela abusa, como abusa de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que poderia ser-lhe mais útil, o que é uma conseqüência do estado de inferioridade do mundo terreno. Se a riqueza só tivesse de produzir o mal, Deus não a teria posto na Terra. Cabe ao homem transformá-la em fonte do bem. Se ela não é uma causa imediata do progresso moral, é, sem contestação, um poderoso elemento do progresso intelectual. 




           O homem, com efeito, tem por missão trabalhar pela melhoria material do globo. Deve desbravá-lo, saneá-lo, dispô-lo para um dia receber toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população, que cresce sem cessar, deve aumentar a produção. Se a produção de uma região for insuficiente, precisa ir buscá-la noutra. Por isso mesmo, as relações de povo a povo tornam-se uma necessidade, e para facilitá-las é forçoso destruir os obstáculos materiais que os separam, tornar mais rápidas as comunicações. Para os trabalhos das gerações, que se realizam através dos séculos, o homem teve de extrair materiais das próprias entranhas da terra. Procurou na ciência os meios de executá-los mais rápida e seguramente; mas, para fazê-lo, necessitava de recursos: a própria necessidade o levou a produzir a riqueza, como o havia feito descobrir a ciência. A atividade exigida por esses trabalhos lhe aumenta e desenvolve a inteligência. Essa inteligência, que ele a princípio concentra na satisfação de suas necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. A riqueza, portanto, sendo o primeiro meio de execução, sem ela não haveria grandes trabalhos, nem atividade, nem estímulo, nem pesquisas: com razão, pois, é considerada elemento de progresso.




Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI - Servir a Deus e a Mamon - 7




Em estudo e reflexão - Parábola dos Talentos

        Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens. E deu a um cinco talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo. O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco. Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na Terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor. 

           E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos, e chamou-os a contas. E chegando-se a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, tu me entregastes cinco talentos; eis aqui tens outros cinco mais que lucrei. Seu senhor lhe disse: Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo do teu senhor. Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, e eis aqui tens outros dois que ganhei com eles. Seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel, já que fostes fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.

       E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és homem de rija condição; segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na Terra; eis aqui tens o que é teu. E respondendo o seu senhor, lhe disse: Servo mau e preguiçoso, sabia que sego onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado. Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai ao que tem dez talentos. Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem. E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, XXV: 14-30). 




Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVI - Servir a Deus e a Mamon - 6



domingo, 10 de novembro de 2013

Sugestão - Relaxamento



..Fiquem em Paz..



A Soberania do Criador

          Filhos de fé de Umbanda, adentraremos no conhecimento da soberania do Criador perante a criatura, a onipotência, a onisciência e a onipresença divina em todos os ângulos do universo sideral.



          O conhecimento desta soberana criação auxiliará na expansão da própria consciência, pois quanto mais compreender a grandiosidade universal, mais terá a nítida realidade da pequena partícula que somos, e esforçarás para deixar o orgulho e o egocentrismo que prende o ser em um turbilhão de dúvidas, revoltas, rejeições, demonstrando o afastamento deste todo universal que segue naturalmente os designos supremos. Nós, filhos amados, é que nos enveredamos pelos caminhos do erro, que é nossa fragmentação deste todo, nos perdendo de nosso "eu", esquecendo que somos parte de toda esta criação; deixando de fazer parte deste todo universal, para fazermos parte unicamente do nosso ser individual.

          As correntes sagradas de Umbanda, com muito trabalho e esforço, caminham para levar os ensinamentos aos filhos de pemba (os que buscam no amor e no conhecimento, viverem os ensinamentos da umbanda, aprendendo a lidar com sentimentos e situações materiais e onde possam  ter a aplicação real em suas vidas.. filhos que "podem "balançar", mas não caem."), clareando-os da bondade do criador para com esta humanidade devedora, e todos que adentram as searas de trabalho regenerador, onde terão a grande consciência da grande oportunidade de crescimento, e resgate de suas caidas morais, devendo assim buscar todas as oportunidades concedidas pela bondade soberana e fazer o melhor para o seu sustentáculo para as vossas vitórias encarnatórias.



          A Umbanda nesta fase de renovação à luz do evangelho de Cristo, precisa de médiuns seguros, esclarecidos, disciplinados seres que tenham a preocupação com o seu semelhante, que não queiram prodígios da espiritualidade, mas sim que sejam companheiros de trabalho, conscientes da força de ação auxiliando as entidades no trabalho ao próximo. Repito: companheiros e auxiliares, não instrumentos orgulhosos que ultrapassam a orientação recebida para agir em nome do espírito implantando as suas próprias vontades, esquecendo ou ignorando o quão grande será a divida dos que muito receberam para o seu crescimento evolutivo, pois a queda está sempre junta aos sentimentos ilusórios.

          Esta fase é o momento de levantar os véus e conhecer a verdadeira essência, o verdadeiro conhecimento desta doutrina de simplicidade e amor, esperamos a maturidade dos adeptos consciente da atuação junto às falanges de espíritos do bem, pois sabemos que cada um tem o seu cabedal de responsabilidades nesta tarefa sublime que tem como objetivo primordial, a evolução moral do ser, sem deixar a naturalidade de atuação de nossa umbanda, ensinada pela modéstia dos guias, que se aproximam dos fracos e oprimidos com o intuito de auxílio e amparo a todos, omitindo suas próprias individualidades pelo verdadeiro amor ao próximo.




          Queremos deixar claro que, quando o ser expande sua consciência para a grandiosidade do Criador, compreende o quanto somos amparados e o quanto necessitamos desta bondade divina. Se projetarem a mente ao espaço cósmico, sentirás como um pequenino átomo perante a imensidão da criação, mas se direcionar o pensamento só na vivencia atual e fixar em vossas mentes só a personalidade do momento, passarão a se sentir grandiosos ao ponto de se sobreporem ao vosso semelhante. Esta comparação auxiliou a entender que o equilíbrio prove do conhecimento e do respeito a este tudo universal.


Audio - Introdução - Abstração, Energia, Vibração.



::AUDIO LINK::

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Reforma Íntima



Ao abordarmos este tema, tivemos a preocupação de falarmos de maneira mais clara e simples possível, por sabermos que neste conteúdo está a chave para a paz, mas poucos conseguem encontrar e quando encontram há dificuldades em exemplificar.

Sabemos que todos os seres, conscientes ou inconscientes buscam este intento, a sua reforma intima, o aperfeiçoamento de suas ações, o dominio de seus sentimentos. Mas como conseguir algo que não se sabe como começar? Ou como ter iniciativa para esta transformação se o ser encontra-se perdido em si mesmo?

Filhos queridos de Umbanda, vamos passo a passo entender o proceder desta caminhada, que depende do esforço e da boa vontade no crescimento próprio de cada um

Conscientes que a transformação do espírito é eterna, vamos começar por deixar claro que cada um tem a sua maneira e o seu estágio de mudanças, não podendo se exigir demais nem estacionar em demasia.

O primeiro passo é se predispor ao bem, é iniciar a luta contra as impulsividades interiores. Quando o espírito, cansado do sofrimento, busca o auxilio divino para sua reforma intima, começa uma nova etapa: a da remissão dos erros e do esforço constante para combater as suas imperfeições; ou melhor, o esforço à sua autodisciplina. Após essa fase, o ser gradativamente vai despertando para um mundo maior, não é mais o pequeno castelo de egocentrismo, mas sim uma imensidão de leis que regem naturalmente, conduzindo-o para o crescimento. Este despertar permite que o ser começe a se interessar em descobrir algo que até o momento era desconhecido, pois a mente estava adormecida nos próprios interesses.



Neste estágio, se inicia a expansão da consciência a redescobrir um mundo interno e externo cheio de misericórdia, fraternidade e oportunidades de evolução, pois só existe transformação se houver o conhecimento de tudo, começando de si mesmo, e neste momento a fé, o estudo e a caridade será o alicerce que auxiliará este encontro.

Quando iniciamos este conhecimento próprio, nos deparamos frente a frente com todas as nossas personalidades, as boas e as que necessitam ser trabalhadas, as culpas, os remorsos, as angustias, os vazios, a melancolia, e todo e qualquer sentimento que ficou reprimido do momento estante que começou a se perder em si mesmo; por isso é que dizemos que é preciso muita coragem e esforço próprio para trilhar este caminho, pois é nele que conhecerás as tuas virtudes ja conquistadas e as suas sombras que só transformará em luz se conseguir a vontade verdadeira da evolução.

Neste momento, deve se alertar para evitarem a autopunição, começando a vos censurarem. Aceitar a si mesmo é também aceitar os vossos erros trabalhando para inverter suas ações, projetando luz em seus vicios, não querendo nega-los ou retira-los bruscamente como se fosse algo que não lhes pertencesse. Reconhecer-se é o primeiro passo, aceitar-se é o segundo, e trabalhar para vos transformar é o vosso objetivo.



Filhos de Umbanda, deixamos bem claro que a reforma do espírito não é algo que se consegue em uma única encarnação, e na verdade, todo aquele que se esforça para trabalhar as imperfeições que se encontram dentro de vós, já iniciou a sua reforma íntima. Lembrando que não se deve cobrar em excesso, ninguém pode dar o que ainda não tem, o que não se deve fazer é sempre ir deixando para depois o que se pode fazer hoje. Quando queremos o crescimento devemos aprender a perdoar; e principalmente perdoar a si mesmo, pois nem o criador nos condena, e sim nos concede a oportunidade de refazermos os nossos atos, então por quê vos condenar a si mesmos?

No instante que o ser se predispõe a sua reforma, deve começa-la compreendendo que o trabalho ao próximo, o esforço, a transformação, e a aceitação no aprendizado da vida já é a sua correção, pois o caminho da submissão às leis divinas e do retorno ao criado são árduas, e a culpa e a punição não vos auxiliarão.

Acreditem em Deus em sua onipotência, a justiça divina não castiga ninguém; nós é que nos castigamos com nossos próprios erros e os remorsos. Após este estudo, esta preta velha que vos fala tem a certeza que as luzes divinas clarearão as vossas mentes, e os vossos esforços pelos pesos e amarras da culpa não mais os estacionarás, pois o conhecimento vos trás a libertação.

Amém. Perdoem, trabalhem, e as leis divinas naturalmente vos direcionarão às renovações dos laços afetivos e a remissão com todos que necessitarem, pois é da vontade do Criador que todos conhecam o amor e unifiquem para o retorno à casa do Pai.

Que a luz divina clareie os vossos caminhos para a busca da própria evolução.

Que Assim Seja.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Hino da Umbanda

Refletiu a luz divina
com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para todos iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

Salve!! Salve!!Salve!!